quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pedófilo do Estado de Minas Gerais é preso em Itapetinga



No dia 06/02/2011, foi preso em Itapetinga-Bahia o pedófilo Luiz Carlos Freitas Cerqueira moradora da cidade de São João Del Rey, Minas Gerais, ele tinha um mandado de prisão expedido pela justiça de Minas Gerais por ter estuprado a enteada que na época tinha 09 anos  de idade  e o  enteado que na época tinha 06 anos , a avó materna das vitimas foi buscar ajuda no Complexo policial de Itapetinga,  a guarda das crianças havia sido passada para ela, porém a genitora pegou as crianças e veio para Itapetinga onde atualmente reside com o abusador, ao tomar conhecimento dos fatos o Consellho Tutelar de Itapetinga representado pelos Conselheiros Eusébio Sampaio e Aline Silva foi ao complexo policial orientar a família.


Clébio Lemos

Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes 

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

domingo, 6 de fevereiro de 2011

O inferno é o CRACK


Em palestra ministrada em Goiânia, psiquiatra baiano diz que demonização das drogas só atrapalha
O problema é complexo e não é de hoje que se vem falando dele. Desde que foi criado e ganhou o mercado das drogas ilícitas, o crack (forma impura de cocaína, fumada num cachimbo) tem sido abordado como a grande vedete do mal.
Atualmente seu consumo se alastra nas camadas mais desfavorecidas da sociedade, mas também ganha adesão na classe média. E o problema se potencializa nos meios de comunicação, como tudo se potencializa ali quando atinge um patamar mais protegido da sociedade.
Para discutir questões ligadas ao uso de psicoativos e o modelo de tratamento dos pacientes, o CASA CAPSad – Centro de Atenção à Saúde de Alcoolistas e Toxicômanos  e o CAPS Girassol realizaram o seminário “A Rede de Prevenção e Atenção aos usuários de Álcool e Outras Drogas”, nos dias 1 e 2 deste mês, em Goiânia.
O ponto alto do evento foi o médico psiquiatra baiano, Antonio Nery, fundador e coordenador do Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (CETAD) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia. Nery é idealizador do Consultório de Rua, projeto criado em 1999 dentro do CETAD e que atende crianças e adolescentes usuários de drogas que vivem nas ruas e não têm condições ou não querem frequentar as casas de apoio.
No primeiro dia de evento, Nery ministrou uma palestra sobre os problemas causados pelo uso do crack. Segundo ele, o desafio dos profissionais de saúde mental e da própria sociedade é encarar a droga como aquilo que ela é, um produto, e, ao mesmo tempo, não coisificar o usuário, retirando sua condição humana.
Mesmo porque, argumenta, essa atitude é inócua. Muitas drogas já estiveram na mesma situação do crack, como a cocaína, o LSD (Ácido Lisérgico Dietilamida), a heroína e várias outras que já entraram para o hall daquelas que não escandalizam mais. 
De acordo com o psiquiatra, que intitulou sua palestra de “A Demonização do Crack”, algumas pessoas formadoras de opinião, entre médicos e profissionais da mídia, não se atêm ao problema que o usuário tem como ser humano, mas à droga em si, dando a ela o status de demônio.

Combate
Nery apoia o movimento antimanicomial, que há décadas luta para um tratamento mais humano e sem internação de usuários de psicoativos (drogas e álcool) e pessoas que sofrem de transtorno mental. O movimento engloba os próprios usuários e trabalhadores de hospitais e manicômios.
O principal alvo do combate é a hegemonia das clínicas psiquiátricas. O seminário foi realizado justamente para discutir essas questões e fortalecer os laços da bandeira antimanicomial, que defende um modelo de tratamento chamado psicossocial, em contraposição ao modelo asilar.
Segundo Lourival Belém, médico psiquiatra de Goiânia, que faz parte do movimento e um dos organizadores do evento, o pensamento conservador não aceita as diretrizes humanitárias do tratamento psicossocial. “Eles agora nos dizem claramente que os ‘fatores psicossociais podem estar presentes no início do consumo’, mas que ‘a dependência química é uma doença cerebral crônica’.
A psicóloga da Secretaria Municipal de Saúde, Elaine Mesquita, que também é integrante da comissão organizadora do seminário, diz que a maioria das internações de qualquer paciente, seja ele usuário de droga (internado para desintoxicação e uso de medicamento) ou portador de transtorno mental, é ineficaz.
No caso dos usuários de psicoativos, “muitas vezes, eles só transitam de uma dependência para a outra, saindo de uma droga ilícita e caindo na esparrela do consumo da droga lícita receitada pelos médicos”, diz Elaine. “É preciso haver um controle dessa medicação. Às vezes só é necessária num momento de alta fragilidade, de crise, para que depois esse indivíduo seja tratado terapeuticamente”, pondera a psicóloga.
Diante de um público de 450 pessoas no auditório da Câmara Municipal de Goiânia, o psiquiatra baiano, de 63 anos de idade, 30 deles dedicados à psicoterapia, nessa perspectiva da valorização do humano, fez uma palestra sensível. “Desculpem-me por ser complexo, mas não dá para tratar de um assunto tão complexo com a leviandade que querem alguns”, exclamou.

Consciência
Para tratar da demonização do crack, Nery colocou no cerne de sua fala a questão humana. Segundo ele, a droga é uma espécie de chave mágica que abre várias outras percepções, porque altera a consciência. O problema é que ao se deslocar de sua própria identidade, muitas pessoas não se situam do ponto de vista psíquico (que é o vício).
Quando isso acontece, não é a droga que percebe o mundo diferente, é o ser humano, é quem consome. As atenções devem estar voltadas para quem consome a droga e não para a droga. Não adianta eleger o crack como demônio do momento e jogar no lixo a pessoa que se perdeu momentaneamente.
Pior ainda, argumenta o médico, não se deve descartar um ser humano porque usa drogas. Nesse momento, a fala de Nery evoca a contestação de Belém, segundo a qual, alguns médicos defendem a tese de que o vício do crack é um inferno sem volta. Para Nery, isso não é verdade.
É possível, por meio da terapia, devolver ao usuário de crack a possibilidade do reencontro consigo mesmo, a consciência de que é preciso mudar e refazer o caminho, ainda que a marca do crack seja indelével, como uma cicatriz na alma, mesmo que a droga cause uma dependência química mortal.
O tratamento deve ser feito a partir das marcas que todo mundo tem. As marcas biológicas, psíquicas, amorosas, sociais. Todo mundo se situa num lugar no mundo. Quem se perde pode se reencontrar a partir dessas marcas, que são identificadas pela linguagem. A linguagem, diz Nery, está no cerne da questão humana. É através dela que o sujeito se reconhece no tempo e na vida.
A linguagem propicia o mergulho na subjetividade. “A dimensão subjetiva se constrói entre nosso patrimônio biológico e nosso patrimônio sócio-cultural”, ou seja, se constrói na consciência de que se é um sujeito no mundo e que não se dura para sempre. Essa tomada de consciência de que vai morrer causa o primeiro sofrimento subjetivo, uma dor que pode se juntar a outros sofrimentos e que não é privilégio de ninguém.
A diferença é de indivíduo para indivíduo, diz Nery, num discurso marcado pela linguagem da psicanálise, está nas escolhas dos meios de aplacar essa dor. “A escolha é determinada pela necessidade. Há pessoas que buscarão o álcool, outras cocaínas, outras o crack”, argumenta o psiquiatra. “Não é, portanto, a droga que determina essa escolha, mas o sofrimento humano.”
Demasiado humano
Segundo Nery, a droga é uma alternativa para o sofrimento humano. E isso precisa ser compreendido, acima de tudo. “O crack é uma alternativa monstruosa para um sofrimento monstruoso”, avalia o médico. Em sua opinião, este entendimento é a condição sine qua non no tratamento dos usuários de psicoativos, principalmente do crack. 
Como profissional de saúde, diz Nery, “nosso problema não é a droga, é resolver o problema das pessoas que procuram o crack e ensiná-las maneiras de se reencontrarem, de refazerem os pactos sociais.” Na prática, como é que se resolve o problema? “Reconhecendo que se está no fundo do poço”, diz o médico.
Tomando o paciente como sujeito, o primeiro passo do tratamento é o uso da palavra e não de outra droga. E cada um apresenta uma reação diferente, que requer uma aproximação e um diálogo específicos, o que não é nem um pouco fácil. “Para todos, a sua história. A partir daí veremos aonde poderemos chegar”, finaliza Nery.
Profissional experiente e renomado, Nery sabe bem os efeitos do crack no organismo da pessoa, reconhece o estrago que a droga é capaz de fazer. Ele enumera três consequências do uso do crack: “gravíssima lesão do sistema extrapiramidal (ligado à coordenação motora), emagrecimento rápido e dependência química brutal, com a perda de qualquer interesse de relações sociais.”
Além disso, tanto Nery quanto os membros do movimento antimanicomial concordam que há casos em que é necessário o uso de medicamento e internação. Mas apenas quando se refere a crises. Não só em relação a dependentes químicos, claro, mas também no que diz respeito a pacientes de transtornos.

Inclusão
Na lógica da defesa do tratamento psicossocial, seus defensores não se esquecem das famílias, de pais, irmãos e outros envolvidos em situações sensíveis, em que muitas vezes estas pessoas não conseguem ver outra alternativa senão internar.
Neste sentido, o movimento não só teoriza. Desde a década de 1970, quando o modelo de tratamento psicossocial foi criado, seus militantes vêm procurando todos os apoios institucionais, inclusive o da família. Em Goiânia existe uma rede que procura se fortalecer a cada ano, já tendo criado vários Centros de Atenção Psicossocial (CAPs), por meio do Sistema Único de Saúde.
Elaine reforça seu argumento segundo o qual o modelo asilar, representado pelas clínicas e hospitais psiquiátricos, não dá conta de resolver o problema dos pacientes. “A pessoa sai dali sem nenhuma perspectiva, a não ser o da exclusão. O que propomos é inclusão e resgate da cidadania”, argumenta. 
Por isso mesmo, diz ela, é que o tratamento psicossocial recorre a um trabalho em conjunto, com apoio da família, da escola, da sociedade, para ajudar o paciente a ter outro projeto de vida. “A internação reduz muito a complexidade que é a do usuário de psicoativos e dos portadores de transtorno mental”, diz.
O tratamento psicossocial envolve uma série de profissionais, como musicoterapeuta, arteterapeuta, professor de educação física, assistente social, enfermeiros, psicólogos e médicos. O trabalho mais recente que o movimento quer implantar é o Consultório de Rua, criado por Nery. “A ideia é começar em janeiro”, diz Elaine.
Segundo Nery, o que precisa para o funcionamento de um Consultório de Rua é técnica de abordagem, generosidade e disposição. “Ouvir, falar e cruzar os olhares com quem está em situação de rua. É assim que a gente consegue alguma coisa”, ensina o médico.
Fonte Tribuna do Planalto

Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes

sábado, 5 de fevereiro de 2011

O Conselho Tutelar de Itapetinga envia comunicado para as escolas para ser entregue aos pais de alunos


COMUNICADO AOS PAIS OU RESPONSÁVEIS

Prezado(a) Senhor(a):

O Conselho Tutelar de Itapetinga-Ba, fazendo valer o Artigo Nº 119 com a visão de estabelecer uma relação cordial e de cooperação mútua com toda a rede social, inclusive com a área da educação, que está estabelecida nos artigos  4°, 53º a 59º do Estatuto da Criança  e do Adolescente - ECA. Vem comunicar aos pais ou responsáveis, visto que é dever dos mesmos a matricula e o acompanhamento da criança e/ou adolescente nos estudos. O Conselho Tutelar chama atenção de que é obrigação dos pais ou responsáveis participarem das reuniões relativas ao acompanhamento escolar, tais como: reunião de pais e mestres.  Deverão comparecer diante da convocação da escola/colégio e se não for possível deverão mandar representante capaz perante a lei, ou seja, maior de 18 anos. É claro que mandar representante é uma situação esporádica. Uma relação responsável entre escola e pais ou responsáveis baseia-se em que ambos dão satisfação e trabalham juntos. Educação é obrigação de todos. O não acompanhamento dos estudos da criança ou adolescente, obrigatório perante a lei, levará o Conselho Tutelar a notificar os pais ou responsáveis para conhecermos a situação, aconselharmos e exigirmos o cumprimento da lei. O não cumprimento da lei levará os pais ou responsáveis a serem representados no Ministério Publico.

Estatuto da Criança e do Adolescente
Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.

Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes:
Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais.
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela freqüência à escola.
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino.

Sem mais nada a tratar, renovamos os protestos da mais alta estima e consideração.

Queridos leitores o Conselho Tutelar de Itapetinga vem trabalhando para que os direitos das crianças e dos adolescentes sejam respeitados, quando isso não acontece e o Conselho Tutelar toma conhecimento dos fatos as providências necessárias são tomadas imediatamente, por isso é muito importante que a população denuncie qualquer tipo de violação de direitos, estamos trabalhando junto com os órgãos municipais visando buscar o mais rápido possível a solução para vários problemas que vem assolando nossa juventude.
Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das Crianças e dos Adolescentes  

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

CARTILHA ORIENTARÁ PROFISSIONAIS DA SAÚDE A IDENTIFICAR OS TIPOS DE VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiTUHaUZdsGHq-kRDXglPkFsG8dSqK3PwONvkkgSzNudieup-JknIwrU5DUuow2Mtg9Fz27F0iX4f50xjYAFyYjNQ8HMgIddRofA3D6B0KLgrpgqhlEdZLsxmDMZEq_kwDLnthu_07UluY/s1600/chega-de-violencia-contra-a-crianca01.jpg

O site criança e adolescente no parlamento divulgou, o lançamento, realizado pelo Ministério da Saúde, da cartilha que orienta os profissionais da saúde a identificar as alterações comportamentais que podem auxiliar no reconhecimento de situações de violência sofrida por crianças, adolescentes e seus familiares. Por meio da cartilha o profissional irá aprender ainda a traçar o diagnóstico da violência da comunidade onde atua.
Segundo a coordenadora da Área Técnica de Saúde da Criança e Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Elsa Regina Justo Giugliani, a cartilha traz um modelo de cuidado e atenção a todos os tipos de violência contra crianças, adolescentes e suas famílias, que deve ser seguido por todos os profissionais de saúde do País. As capacitações vão começar pelos estados do Nordeste e da Amazônia Legal.

Fonte: criancanoparlamento.
Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes

Biblioteca Municipal de Itapetinga vai ganhar investimentos

Foto Marcio Gil

Itapetinga através do seu Departamento de Cultura fez uma importante conquista para a comunidade. A cidade foi classificada pelo Ministério da Cultura, após ter sido inscrita para concorrer ao edital “Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas Públicas 2010”. Este projeto prevê ampliação e reforma do espaço físico, a instalação de salas de computadores para a pesquisa, novos mobiliários e também a renovação do acervo de livros. Um investimento de R$ 126.712,00, sendo que destes, R$ 80.000 são exclusivos para a compra de novos livros.    

A Biblioteca Municipal de Itapetinga também foi contemplada com outro projeto, desta vez pelo Governo do Estado da Bahia, através da Fundação Pedro Calmon, que fará a modernização e a revitalização de Bibliotecas Públicas Municipais, em que estas receberão mais móveis, 11 computadores e mais 1.800 livros. A biblioteca terá também novos condicionadores de ar, máquina para Xerox, Data show, aparelho de TV, aparelho de DVD, telão para projeção e um automóvel para o transporte do acervo.

Fonte: Tribuna de Itapetinga

Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SOCORRO! ESTÁ IMPOSSÍVEL EDUCAR O MEU FILHO

Mediante as dificuldades cotidianas de se educar os filhos, vê-se a necessidade de agir com maior rigor, utilizando-se de um planejamento a ser compreendido e discutido entre todos aqueles que convivem com as crianças. É importante criar um método que ajude no processo educacional dos filhos. Não obstante, agir organizadamente traz mais harmonia para dentro dos lares, além de gerar a gostosa sensação de se estar cumprindo a vital missão: educar o ser humano para uma vida mais plena.
Faz-se necessária a lembrança de que a educação infantil deve acontecer em casa, e que à escola compete a formação acadêmica, acrescida de alguns valores. Portanto, é um casamento de forças educacionais e não um jogo de empurra-empurra, no qual a criança deixa de ser educada e de quebra sente-se um transtorno. A educação leva tempo, não ocorre da noite para o dia. Ela é um processo. Não somos máquinas programáveis, somos gente, que necessita de desenvolvimento e maturidade para tornar a vida melhor.
Os últimos tempos têm dado amostras de resultados desastrosos de uma educação com baixos limites em sua estrutura, além da bola-de-neve dos relacionamentos ruins que são desenvolvidos, parte como conseqüência deste equívoco. Contudo, a natureza é especial, e as possibilidades favoráveis são ilimitadas. Para aqueles que despertam com nova esperança em seus corações, encontrarão força para fazer a diferença, de seu jeito particular, próprio de cada família. 
Destacam-se alguns pontos-chave no processo de educação. Eles determinam o grau de êxito em cada caso. São o sacrifício, acordo, objetivos, conhecimento, paciência, firmeza e perseverança. Acrescente outros itens que desejar e melhore ainda mais este encontro de boa vontade na educação dos filhos.
1. SACRIFÍCIO: A tarefa da Educação requer sacrifícios como o da paciência, perseverança e firmeza. Tudo tem um preço na vida. Compreender o resultado do sacrifício ajuda a tornar o custo mais leve. Há tempos as pessoas evitam os sacrifícios, cujo termo significa: privação de coisa apreciada. 
2. ACORDO: Todos os cuidadores precisam conhecer e estar de acordo, e agir em parceria. Assim, a força estará concentrada na união e na aprovação sobre a forma de se educar, em comum acordo. A criança percebe o conjunto coerente.
3. OBJETIVOS: Estas tarefas de Educação visam a educar a criança e, conseqüentemente, trazem mais harmonia para o lar. Todos devem ter conhecimento acerca do que se pretende com a educação.
4. CONHECIMENTO: A criança, a partir de 2 anos de idade aproximadamente, testará e contestará os pais, utilizando-se da famosa birra (choro, esperneação, etc) como instrumento para esta finalidade “Quem não chora, não mama”.
5. PACIÊNCIA: Sem a paciência desistimos de nossos projetos, com ela, nos alimentamos diariamente, dando forças para a firmeza.
6. FIRMEZA: Manter a prática firme da educação e criar o seu hábito levam a consistência e a segurança da criança. Lembre-se que o tempo gera o hábito. O hábito gera economia.
7. PERSEVERANÇA: No dia.a.dia é que se constrói a educação, portanto, a sua manutenção persistente é fundamental. A constância permite um resultado bem melhor.
Vale lembrar a questão humana presente na vida familiar: o quanto se está envolvido com os filhos e as influências causadas nos pais em virtude de seus comportamentos. Ou seja, tolera-se ou não certos comportamentos infantis de acordo com algumas experiências passadas dos pais, tais como o choro, as dificuldades, etc. Os pais podem estar “cegos” mediante certos comportamentos dos filhos. A história de vida é singular. Cada um tem a sua, inclusive a criança. Misturar as estações só dificultará o processo educacional, e de convivência. Não é tarefa fácil, todavia vale a pena.
Outra questão é o sentimento de culpa é comum nos pais, em virtude do pouco tempo que passam juntos com os seus filhos, pelo baixo ânimo e paciência que oferecem após um dia de exaustivo trabalho, além do acúmulo de noites mal dormidas, etc. No entanto, a culpa apenas dificulta a educação, diminuindo as chances de se praticar o que é necessário. Os pais acabam invertendo as prioridades, dão o que não deve, a exemplo dos presentes. Não compre os filhos com coisas, compartilhe educação.
Algumas regras colaboram no processo da educação infantil:
1. Estar disposto a certos sacrifícios.
2. Manter comunicação constante. As conversas fazem parte da educação.
3. Não atender as birras, mas aos pedidos.
4. Expor à criança que só será atendida se pedir em tom de voz normal.
5. Evite usar os personagens de televisão para amedrontar ou punir os filhos, faz mais sentido alegar que são os pais ou cuidadores que estão educando.
6. Não voltar atrás.
7. Oferecer algum tempo diário para se dedicar aos filhos, carinho, brincadeiras, etc.
8. Evite a contradição entre o que é dito pelos pais. A criança se sente confusa e dividida.
9. Os pais são o modelo a ser seguido. Pense que tipo de modelo é o seu.
10. Não acredite que o tempo, por si só, dará jeito na situação. Não haveria sentido em existir a educação.
O pedido de socorro emitido pelos pais é compreensível, porém, a criança também grita por ajuda. A birra é uma forma de saciar os prazeres infantis, entretanto, quando atendida, ela agrada e ao mesmo tempo gera um mal estar na criança, que precisa de educação. Quando nos sentimos sem apoio (limites), a angústia é a sensação que expressa tais circunstâncias. O sacrifício de manter a educação é a luta diária que cabe aos pais, e que tem como recompensa a boa formação. Sacrifício requer uma cota de entrega. Em Efésios 5:2, temos: “e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave”.
Pense profundamente sobre a entrega que deseja empreender. O método que persiste é aliviado pelo tempo. A criança aprende e cria os seus mecanismos próprios. Creia nela e em suas possibilidades de educação. 

*Armando Correa de Siqueira Neto é psicólogo, consultor, conferencista e escritor. Desenvolve treinamentos. É mestrando em Liderança. 
E-mail: selfpsicologia@mogi.com.br 

Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e adolescentes


sábado, 29 de janeiro de 2011

'Fogareiro': Bebê de 1 ano sofria maus tratos em Maranguape

Bebê vítima de graves maus tratos da própria família, em Maranguape, já está com o Conselho Tutelar. 
A criança de 1 ano vivia com a avó e a mãe de 15 anos, ambas catadoras de lixo, e foi internada duas vezes com queimaduras graves pelo corpo.
Após denúncia, o Conselho Tutelar foi acionado e a menina agora está sob os cuidados provisórios de uma familia de empresários.
Conselheiro conta detalhes do caso

"Não sei como a criança chegou a esse nível de queimaduras"

A avó nega os maus tratos e afirma que "caiu com a criança em cima de um fogareiro". "Não sei como a criança chegou a esse nível de queimaduras, e ela [avó] não se queimou", afirma Geraldo Vieira, conselheiro tutelar.
A avó e a mãe da criança devem prestar depoimento nos próximos dias.
TV Diário - 29/01/2011 

Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes

Centro de Referência da Mulher (CRM) lança Campanha do Laço Branco / Homens Unidos pelo fim da violência contra a mulher...


Campanha do Laço Branco em Itapetinga-BA

Coordenação: Centro de Referência da Mulher (CRM) 
e Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SMDS).
Realização: Prefeitura Municipal de Itapetinga-BA.

Apoio:  Secretarias de Desenvolvimento Social, Saúde, 
Educação, Ministério Público, Defensoria pública, 
Segurança pública, Justiça, Direitos Humanos, 
Conselho Tutelar, Empresas diversas, 
Câmara de Vereadores, Movimentos Sociais, Associações de 
Bairros, entre outros.


Foto: G4TVI
Apresentação: Com a Campanha Brasileira do Laço Branco
 temo a pretensão de sensibilizar, envolver e mobilizar 
os homens de Itapetinga no engajamento pelo fim 
da violência contra a mulher. Pretendemos ainda desenvolver
 ações articuladas com os movimentos organizados 
de mulheres e de outras representações sociais que 
buscam promover a eqüidade de gênero, a esperança e a paz, 
através de ações em saúde, educação, trabalho, ação social,
 justiça, segurança pública e direitos humanos.

Justificativa: Frente aos altos índices de agressões cometidas 
contra as mulheres no município de Itapetinga, a postura da 
comunidade civil organizada, juntamente com outros seguimentos sociais, 
não poderia ser outra, senão, a mesma daquele grupo canadense:
 ir às ruas buscar o apoio da comunidade como um todo contra a 
violência de gênero.

Objetivo: sensibilizar e mobilizar homens adultos e jovens e instituições
 governamentais e não-governamentais pelo fim da violência contra as
 mulheres. A meta principal é estimular a mudança de atitudes e o 
comportamento de homens para que eles:


• vejam-se como aliados nas iniciativas contra a violência;
• rompam o silêncio frente à violência contra as mulheres;
• utilizem outras maneiras, em vez da violência, para 
resolver conflitos.

Metodologia: A Campanha reúne homens, mulheres jovens 
e crianças da cidade de Itapetinga-BA na luta pelo fim da 
violência contra as mulheres. Sair pelas ruas da cidade 
acompanhadas de atrações musicais, fogos, apitos, carro 
de som, seguindo o roteiro estabelecido. Roteiro: a Caminhada 
sairá da Praça Dr. Guilherme Dias (em frente ao Estádio ACM).
Meta: Reunir o maior número possível de pessoas, principalmente
 homens, para que estes sensibilizem outros.

Programação:
Data: Segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011.
09h00h - Concentração na Praça Guilherme Dias 
(em frente ao Estádio ACM).
09h00h - Caminhada pelas ruas da cidade

Vale ressaltar que na oportunidade será entregue o
 SELO PREFEITO AMIGO DA MULHER aos prefeitos
 do TERRITÓRIO 8 - das cidades de: CAATIBA, ITARANTIM, 
POTIRAGUÁ, MACARANI, FIRMINO ALVES, SANTA CRUZ DA VITÓRIA, 
IBICUÍ, IGUAÍ, NOVA CANAÃ, MAIQUINIQUE, ITORORÓ, ITAMBÉ  E ITAPETINGA.

Cristiane Oliveira Nunes
Coordenadora do C.R.M.
Coordenadora da Proteção Social Especial

Itapetinga na mídia
Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Cresce o número de internações de dependentes de Crack


Dos 130 leitos do Hospital de Saúde Mental, 47 estão ocupados por dependentes de crack, considerada a maldição do século, que não escolhe classe social, idade e sexo; experimentou uma única vez, já se torna escravo da pedra
Cresce a cada dia o número de pessoas que procuram o Hospital de Saúde Mental de Ourinhos em busca de tratamento para o crack. Considerado um problema de Saúde Pública, esses pacientes possuem poucas opções de tratamento em hospitais estaduais e federais.
O crack é a única droga que vicia após o primeiro, trago, pois o individuo inala a fumaça que atingi diretamente seu pulmão dentro de 10 minutos. Seu nome crack, está relacionado a barulho de estalos durante o tempo que está sendo queimada como se fossem cristais.
Para falar sobre o assunto, entrevistamos o médico especializado em Psiquiatria e Geriatria, Dr. Davi Serafim Junior, que há aproximadamente dois anos presta serviço no Saúde Mental.
Ele explica que a história do crack está diretamente relacionada com a da cocaína usada de forma injetável na década de 60, apelidada na época de “droga dos ricos” por causa do seu alto custo. Por isso o surgimento e epidemia do crack, composto com o resto da cocaína e outras substâncias que possibilita a sua venda por R$ 5 ou 10 reais.
“O crack também é consumido com outras sustâncias, conhecido como mescla, no qual o usuário mistura maconha com o crack (craconha) e outras combinações químicas que antecipam a sua autodestruição”.
“O que percebo é que alguns traficantes utilizam da mistura da maconha com o crack, para que o usuário se torne um escravo da droga rapidamente, se desfazendo de todos os bens e até se prostituem para sustentar seu vício. O mais assustador de tudo isso é que essa reação é registrada em pouco tempo de uso, o que diferencia o crack das outras drogas”, esclareceu Dr. Davi.
Em virtude disso, os usuários de crack acabam se envolvendo no mundo do crime, porque depois que se desfaz de todos os bens começam a furtar, roubar e até traficar para sustentar seu próprio vício. Alguns chegam a usar de 30 a 50 pedras em um dia, emagrecendo e deixando-o vulneráveis a doenças como pneumonia, tuberculose e outras, devido à baixa resistência, pois se esquece de viver, não come, dorme, perde sentimentos, enfim, vivem em função do crack”, relatou o psiquiatra.
O Hospital de Saúde Mental tem 130 leitos, sendo que, 47, estão ocupados por dependentes de crack, de idade entre 18 e 62 anos, o que se comprova sua invasão sem distinção de classe social e idade. O dependente de crack é considerado um doente e os familiares devem entender que os viciados estão passando por uma vida diferente, precisando de muita compreensão e amor.
“O transtorno mental em si é muito longe perto do crack, o que se via antes era maior a procura pelo alcoolismo, e hoje é pelo crack”, concluiu.
O que se observa é que muitas crianças estão entrando no mundo da droga, perdendo suas funções neuronais e cardíacas e todo seu desenvolvimento é interrompido pela droga.
Já existia um grande número de envolvidos com maconha, cocaína e álcool, mas nada é tão devastador como o crack.
Acompanhe a entrevista e entenda o que é o crack, seus efeitos e consequências.
JD- O que é o crack? Qual sua forma de uso?
Psiquiatra – De princípio é uma mistura do lixo da cocaína, juntamente com bicarbonato de sódio e sal amoníaco, em seguida recebe porções de éter, solução de bateria, acetona e até cacos moídos de vidro. È fumado, com um cachimbo feito por cano de PVC, metal e outros artefatos, como latinhas de refrigerantes, ou seja, qualquer objeto que possibilite fumar a substância.
JD – Quais os efeitos que o crack proporciona?
Psiquiatra – Posso afirmar que efeitos benéficos nenhum, o crack proporciona uma sensação de euforia, bem estar e excitação constante, que gera um falso prazer durante cerca de dez minutos, que é o tempo que a droga age no organismo. Passado esses momentos, vem a depressão, um das maiores causas de homicídios registrados.
JD – O que o crack provoca no organismo?
Psiquiatra – Causa lesão cerebral, no qual o usuário perde os neurônios provocando a perda de memória, isquemia cerebral, aumento da pressão arterial provocando o infarto, além da intoxicação pelo metal que se espalha pela corrente sanguínea e provoca danos ao cérebro, pulmões, rins e ossos.  O uso crônico da droga pode levar à degeneração irreversível dos músculos esqueléticos, portanto o crack destrói em todos os sentidos.
Afetados os neurônios, eles morrem e não voltam mais, por isso é uma perca irreversível.
JQ – Quanto tempo o crack leva para atingir o cérebro e o pulmão?
Psiquiatra – A partir do momento que se inala a fumaça o caminho percorrido até cérebro é de apenas dez segundos, onde já se tem perda de neurônios, logo que acaba a substância o indivíduo começa a ficar agitado, agressivo pela procura de mais, o que consideramos de abstinência,  que depois de tratado entra em estado de fissura e desejo.
Já o pulmão é afetado três a dez minutos após o uso, o que também causa problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar e dores fortes no peito.
JD – Uma pessoa que usa o crack pode ficar psicótico (doente mental)?
Psiquiatra – De princípio o indivíduo apresenta sintomas da Paranóia, caracterizada pelo desenvolvimento de um delírio crônico (de grandeza, de perseguição), em seguida desenvolve a Psicose e a doença mental (popularmente conhecida como loucura) e que se caracteriza por ausência de percepção da realidade, podendo levar o usuário a apresentar uma doença mental irreversível.
JD- O que leva uma pessoa a experimentar o crack?
Psiquiatra - Depois de estudos e convivências com meus pacientes, posso afirmar que uma criança que não cresceu em ambiente familiar, que não teve carinho, amor, religião, contato social e educação, tem maior probabilidade de desenvolver a dependência pelo crack. Alguns estudos apontam que a genética tem certa hereditariedade, mas considerado muito baixo comparado com a falta de amor num ambiente familiar.
JD – Existe tratamento? Quais são as modalidades? Tem cura?
Psiquiatra – Sim, desde que o dependente aceite o tratamento, a partir daí são oferecidos várias modalidades em hospitais psiquiátricos, clínicas filantrópicas, clínicas particulares, na qual a pareceria com órgãos religiosos vem tendo um excelente resultado. Aqui no Saúde Mental é realizado o processo de desintoxicação, com o paciente permanecendo por 21 dias longe das drogas. Após esse período, deve ser encaminhado para uma internação em clínicas por nove meses, três a mais do que a dependência por outras drogas.  A dependência do crack não tem cura, o paciente para o resto de sua vida vai conviver com as seqüelas deixadas pela droga.                     
Renata Tiburcio/Redação JNN

Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Planos poderão ter de priorizar crianças e adolescentes




Projeto visa instituir a política de assistência à saúde da criança e do adolescente no sistema de saúde suplementar
A Câmara analisa o projeto de lei 8048/10, do Senado, que inclui na assistência oferecida pelos planos de saúde a obrigatoriedade de ações de prevenção e de tratamento de doenças que ponham em risco o crescimento e o desenvolvimento de crianças e de adolescentes.
A proposta altera a lei dos planos e seguros privados de assistência à saúde (Lei 9.656/98), a fim de instituir a política de assistência à saúde da criança e do adolescente no sistema de saúde suplementar. Isso deverá ser feito pela Agência Nacional de Saúde Suplementar, que ouvirá a Sociedade Brasileira de Pediatria.

Diagnósticos e terapias
Essas instituições vão estabelecer protocolos que assegurem a realização de diagnósticos e de terapias necessários à detecção e ao tratamento das doenças que atinjam crianças e adolescentes.
O projeto de lei estabelece ainda que os atendimentos médicos de crianças e adolescentes deverão ser feitos por pediatras com título reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina, salvo em caso de urgência ou emergência.
Prevenção
De acordo com a senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), autora da proposta, os estudos epidemiológicos mais recentes demonstram que a prevenção eficaz da maior parte das doenças que acometem a população adulta na atualidade deve ser feita na infância.
A legislação atual define que a assistência dos planos de saúde privados compreende todas as ações necessárias à prevenção da doença e à recuperação, manutenção e reabilitação da saúde.

Tramitação
A proposta tem prioridade e será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

Confira a íntegra da proposta aqui.

por Saúde Business Web

Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Profissionais despreparados deixam crianças expostas a agressões


Foto meramente ilustrativa
Enquanto o Brasil discute se palmadas para educar os filhos são um direito dos pais ou não, os responsáveis por proteger as crianças de agressões mal conhecem a lei que atualmente precisam cumprir. O desconhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), há 20 anos em vigor, é uma constante nos conselhos tutelares.
"A falta do conhecimento do Estatuto é uma realidade nacional", afirmou o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Fábio Feitosa, referindo-se ao domínio do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por parte dos conselheiros tutelares.
"Tem conselheiro que não sabe ler e nem conhece o ECA", completa o presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de São Paulo, João Santo. Ele considera desnecessária a "lei da palmada" - texto enviado pelo Executivo, no dia 14 de julho, ao Congresso Nacional, que prevê a proibição de qualquer tipo de castigo físico a crianças -, e diz que o entendimento da lei é mais urgente do que a modificação da mesma. Para Santo, o papel do Estado é garantir que a criança não seja espancada, e não "entrar nestas minúcias do tratamento da família".
A secretária da Mesa Diretora do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro, Eliana Rocha, concorda com a avaliação de João Santo. "O sistema de garantia de direito, de 20 anos para cá, mudou muito e tem de ter pessoas capacitadas para fazer estas mudanças", diz. Conhecer o ECA é um "desafio", segundo Eliana, por isso a necessidade de uma educação permanente e contínua para os conselheiros tutelares.
Enides Lima, conselheira tutelar da unidade da Sé, região central de São Paulo, confirma que não teve de provar conhecimento sobre o ECA para se candidatar ao cargo. Segundo ela, o único documento pedido foi um termo comprovando experiência de um ano com crianças ou adolescentes. "Se todos os conselheiros conhecem o ECA eu não sei, mas deveriam", afirma.
Daniel Moraes, do Conselho de Guaianases (zona leste da capital paulista), conta que, além de não conhecer o ECA, existem conselheiros que desconhecem até a Constituição. "Eles entram crus, aprendem durante os três anos (de mandato) e tentam reeleição para colocar em prática o que aprenderam. Tem conselheiros muito mal preparados", diz.
A deficiência na qualificação do profissional é a mais grave, mas não é a única carência destes órgãos responsáveis pelos direitos do menor, segundo Fábio Feitosa. Ele observa que o Brasil tem hoje conselhos tutelares em 98% do território nacional. Porém, "muitos deles não têm espaço físico nem para atender as crianças, não têm computadores, são completamente sem estrutura".
Entre os conselhos das cinco regiões de São Paulo entrevistados pelo Terra, a reclamação de falta de computadores foi unânime. Em média, cada conselho tem uma máquina que funciona. "Aqui falta tudo", reclama Claudia Lima, do Conselho Tutelar da Freguesia do Ó, zona norte de São Paulo. Segundo ela, "falta gente bem mais capacitada para trabalhar", já que a região tem 600 mil habitantes, e os cinco conselheiros atendem cerca de 50 pessoas por dia.
Capacitação não saiu do papel
Com o Fundo dos Diretos da Criança e do Adolescente, o Conanda investiu em 21 Estados para a qualificação profissional dos conselheiros tutelares. É o projeto Escolas de Conselho, que deveria oferecer cursos específicos sobre o ECA. Mas as aulas até hoje nunca aconteceram. "Em agosto, discutiremos o porquê as escolas não saíram do papel", diz Fábio Feitosa.

Lei aumenta rigor sobre castigos físicos
A preocupação da conselheira tutelar do distrito Aricanduva de São Paulo, Maria Aparecida dos Santos, é de que a aprovação da "lei da palmada" traga mais complicação ao trabalho de sua categoria. Ela teme que aumente o número de denúncias levianas. "Já aparecem muitas denúncias sem fundamento pelo 181 (disque-denúncia). Com esta lei, você imagina o que vai acontecer". O projeto de lei prevê que qualquer tipo de castigo físico seja proibido.

De acordo com o presidente do Conanda, resolver as questões de qualificação profissional e infraestrutura para o desenvolvimento do trabalho são "mais importantes e urgentes" do que a aprovação do projeto de lei contra qualquer tipo de castigo degradante à criança ou adolescente, até para que a sua aplicação funcione.
O projeto
O projeto da "lei da palmada" surgiu de um compromisso internacional do Brasil com as Nações Unidas, explica a subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, Carmen Oliveira. A organização recomendou a todos os países signatários da convenção sobre os direitos da criança a criação de um marco legal de proibição dos castigos corporais.

Conforme Carmen, "o projeto acrescenta e define melhor o que são maus tratos", já que há uma imprecisão no Código Civil que proíbe castigos imoderados, porém, não classifica o que seria moderado. "Existe uma distorção de que a gente esteja proibindo o beliscão ou a palmada. Nós estamos chamando a atenção da sociedade que existem outras formas para educar a criança e o adolescente, como a conversa", afirma Carmen.
Com experiência de sete anos em tratamento de adolescentes da Febem em Ouro Preto, o pedagogo Antônio Carlos Gomes da Costa pensa diferente. O especialista afirma que "a única maneira de se estabelecer limites é pela punição". Segundo ele, que se declara "totalmente contra" o texto do projeto, não existe organização que não coloque o castigo como meio de controle. "Se não seguir as regras no trânsito, você leva multa, no trabalho, é despedido", exemplifica.
Vencedor do Prêmio Nacional de Direitos Humanos em 1998, Gomes da Costa sustenta que estas repreensões não criam traumas na criança ou adolescente. "A primeira coisa é dar o exemplo de conduta, a segunda é o diálogo, a terceira, a advertência cordial, depois a severa, e depois a contensão física", enumera o pedagogo.
Carmen, entretanto, acredita que "certamente isso não aconteceria no caso da Isabella Nardoni, onde a menina gritou, gritou, gritou, e nenhum vizinho acudiu, talvez, ainda com o pressuposto de que, no que diz respeito a quatro paredes de uma família, ninguém deva se meter".
Redação Terra
Conselho Tutelar de Itapetinga
Em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes