O município tinha se comprometido com um valor a ser pago e que nos daria três postos no circuito, mas diminuiu pela metade a nossa gratificação e retirou os postos", reclama a conselheira.

Conselheiros tutelares de Salvador ameaçam não atuar nos circuitos do Carnaval se as exigências deles não forem atendidas. A categoria alega que a prefeitura não disponibilizará postos de atendimento no circuito e que diminuiu o valor que seria pago para os conselheiros trabalharem na festa, prestando atendimento a crianças, adolescentes e familiares. Segundo o secretário de Promoção Social e Combate à Pobreza do município, Maurício Trindade, a proposta foi elaborada após estudos "conscientes", que demonstrariam a responsabilidade quanto à obediência dos critérios legais. "No passado, se fazia qualquer coisa. Hoje, nós fazemos o que está na lei. Chegamos a um valor próximo ao que os conselheiros queriam e, além do mais, eles já ganham um bom salário. Mas, se eles não querem trabalhar, não teremos grande perda, pois os menores não ficarão desprotegidos", diz Trindade.
Quanto aos postos de atendimento, montados nos últimos anos, ele alega que "os conselheiros ficariam sentados esperando a criança ou o adolescente chegar a eles. Eles devem usar o bom senso e trabalhar no circuito". Enquanto a categoria pede R$ 840, líquidos, a prefeitura está oferecendo R$ 662,44 para quem trabalhar durante o dia, R$ 765,48 no período noturno, e R$ 739,72 para os que irão atuar nos bairros. A conselheira tutelar Francirley Amorim informa que eles não são obrigados a trabalhar durante o Carnaval. "Desde novembro, estamos acertando as condições de trabalho dos conselheiros.