sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Festa da IPAM

O Conselho Tutelar esteve presente na festa da IPAM na noite desta quinta-feira, dia 09/12/2010. O evento começou com a celebração de uma abençoada missa em agradecimento a Deus pelas vitórias conquistadas ao longo deste ano de 2010, esteve presente neste evento o prefeito José Carlos Moura e sua esposa Cida Moura, o secretário de educação Alécio Chaves, Dr. Bento e esposa e a nossa querida professora Leniza que juntamente com os alunos da IPAM fizeram uma bela apresentação. Agradecemos ao presidente da IPAM o Sr° Derival Santos e ao vice presidente o Silêncio pela receptividade.
A IPAM tem 26 anos de Existência, no dia 07 de janeiro a instituição vai comemorar seus 27 anos,  contribuindo na educação de nossas crianças e adolescentes, devemos dá as mãos e juntos vamos fazer uma parceria de sucesso, a IPAM conta com a colaboração de todos.
A professora Leniza e os alunos da IPAM fazendo uma bela apresentação
Derival Santos (presidente da IPAM), professor de capoeira Valerio e Josemar 
Alécio, Silêncio, José Carlos Moura e Clébio Lemos
Mateus o adolescente ganhou uma bolsa de estudo da empresa Microlins
A conselheira Aline e sua amiga Taline participaram do evento
Alunos recebendo presentes

     Agradecemos a Empresa de Calçados Vulcabras/Azaléia, pelas doações que foram feitas a IPAM, tênis para os todos os alunos e cestas básicas para as famílias, é dessas parcerias que as instituições estão precisando, colabore você também. 

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Conselho Tutelar em Palmares


O Conselho Tutelar de Itapetinga-BA fará atendimento dia 10/12/2010 em Palmares (distrito de Itapetinga).
O atendimento acontecerá das 08:00h ás 16:00h.
O local: será na sede do distrito.



Conselho Tutelar de Itapetinga

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Conselho Tutelar e suas atribuições (parte 2)

Hoje estarei falando sobre  as atribições do Conselho Tutelar, no artigo anterior eu expliquei que o CT não é um pronto socorro de atendimentos de direitos e sim um órgão que zela para que esses direitos venha ser respeitado por todos, postei as atribuições e agora vou explicar essas atribuições da I ao III.

I - atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas nos arts. 98 e 105, aplicando as medidas previstas no art. 101, I a VII.

Jamais podemos perder de vista a condição de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos, e não meros objetos de intervenção estatal. Assim sendo, antes de aplicar qualquer medida de proteção deve o Conselho Tutelar ouvir e considerar a opinião da criança ou adolescente que será atingida pela medida (desde que, é claro, ela tenha condições de exprimir sua vontade), observando ainda os demais princípios relacionados pelo art. 100, caput e par. único, do ECA e nos comentários ali efetuados. Importante também mencionar que, embora o Conselho Tutelar tenha a atribuição de encaminhar crianças e adolescentes em situação de risco para entidades de acolhimento institucional, tal medida não pode ser aplicada de forma indiscriminada e/ou sem maiores cautelas ou formalidades. Caso, em situações extremas (a regra absoluta será o atendimento da criança/adolescente no seio de sua família)

II - atender e aconselhar os pais ou responsável, aplicando as medidas previstas no art. 129, I a VII.

A aplicação de medidas aos pais ou responsável - tendo sempre como princípio o fortalecimento dos vínculos familiares e a proteção à família - deve ser concomitante à aplicação de medidas de proteção à criança e ao adolescente, valendo repetir que, caso em situações extremas seja necessário o afastamento, ainda que temporário, da criança ou adolescente do convívio familiar, caberá ao Conselho Tutelar o acionamento do Ministério Público ou autoridade judiciária (cf. art. 136, inciso XI e par. único, do ECA), a quem compete, com exclusividade, a aplicação de medidas que importem em destituição de guarda ou tutela, suspensão ou destituição do poder familiar (cf. art. 129, incisos VIII, IX e X, do ECA).

III - promover a execução de suas decisões, podendo para tanto:
a) requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social,
previdência, trabalho e segurança;

O legislador conferiu ao Conselho Tutelar o poder/dever de, por seus próprios meios, buscar a efetivação de suas decisões, podendo para tanto requisitar serviços públicos diversos, quando inexistente a estrutura (serviço público ou programa) de atendimento à qual se pudesse encaminhar o caso, ou quando por qualquer razão, deixasse de prestar o atendimento devido.
O termo requisitar transmite claramente a idéia de que se trata de uma ordem emanada da autoridade pública que o Conselho Tutelar constitui, assim considerado enquanto colegiado. A requisição deve ser dirigida ao órgão público competente para atendimento da ordem respectiva, bem como endereçada à chefia deste (na pessoa do Secretário ou Chefe de Departamento), que em caso de descumprimento injustificado poderá ser responsabilizado tanto pela prática da infração administrativa prevista no art. 249, do ECA, quanto pela prática do crime de desobediência, previsto no art. 330, do CP. Assim sendo, por exemplo, no caso da requisição de vaga em estabelecimento oficial de ensino, a requisição deve ser resultante de uma deliberação do colegiado que constitui o Conselho Tutelar, sendo encaminhada, por intermédio de documento oficial ao Secretário ou Chefe de Departamento de Educação (e não à direção de uma determinada escola), com seu regular protocolo na Secretaria ou Departamento respectivo. Quando da requisição de um determinado serviço, deve constar o prazo (razoável) para seu cumprimento, após o que, em tese, restará caracterizada a infração administrativa e/ou o crime acima referidos.

b) representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento
injustificado de suas deliberações.

O dispositivo, em conjunto com o art. 194, caput, do ECA, confere uma “capacidade postulatória” sui generis ao Conselho Tutelar, que mesmo sendo
composto por leigos e independentemente da presença de advogado, possui
legitimidade para deflagrar o procedimento para apuração de infração administrativa às normas de proteção à criança e ao adolescente, neste caso específico, para fins de apuração da infração prevista no art. 249, do ECA.

Hoje ficamos por aqui breve vamos falar do IV ao XI.

Um abraço;

Clebio Lemos

domingo, 5 de dezembro de 2010

Conselho Tutelar e suas atribuições (parte 1)

                                                                                                       
 Deste que o novo colegiado do Conselho Tutelar de Itapetinga começou a prestar  o seu serviço a população, tem surgido algumas dúvidas a respeito do verdadeiro papel do Conselho Tutelar. Em poucas linhas vou tentar explicar quais são as verdadeiras atribuições do Conselho Tutelar,  para começar  quero deixar aqui o artigo 131 do estatuto da Criança e do Adolescente que diz: O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente, definido nesta lei.
Quando analisamos o artigo 131 do Estatuto da Criança e do Adolescente podemos entender que o papel do Conselho Tutelar é zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente,  porém  muitas pessoas não tem ainda conhecimento desta Lei de nº 8.069/90 e acham que o Conselho Tutelar é um pronto-socorro de atendimentos de direitos, o Conselho não atende direitos mais zela para que esses direitos sejam respeitado, pela família, comunidade, sociedade em geral e pelo poder público, o artigo 4° do ECA é bem claro quando diz de quem  é o dever de assegurar os direitos da criança e do adolescente. “ É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral  e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes á vida, á saúde, á alimentação, á educação, ao esporte, ao lazer, á profissionalização, á cultura, á dignidade, ao respeito, á liberdade e convivência familiar e comunitária” (Art. 4° da Lei 8.069/90). Quando um desses direitos é violado o Conselho Tutelar tem que ser acionado para está  aplicando as medidas de proteção (art. 98 do ECA) que se refere o artigo 101 do Estatuto da Criança e do Adolescente.
O artigo 136 do ECA, fala das atribuições do Conselho tutelar que são:
I - atender as crianças e adolescentes nas hipóteses previstas nos arts. 98 e 105,
aplicando as medidas previstas no art. 101, I a VII;
II - atender e aconselhar os pais ou responsável, aplicando as medidas previstas no
art. 129, I a VII;
III - promover a execução de suas decisões, podendo para tanto:
a) requisitar serviços públicos nas áreas de saúde, educação, serviço social,
previdência, trabalho e segurança;
b) representar junto à autoridade judiciária nos casos de descumprimento
injustificado de suas deliberações.
IV - encaminhar ao Ministério Público notícia de fato que constitua infração
administrativa ou penal contra os direitos da criança ou adolescente;
V - encaminhar à autoridade judiciária os casos de sua competência;
VI - providenciar a medida estabelecida pela autoridade judiciária, dentre as
previstas no art. 101, de I a VI, para o adolescente autor de ato infracional;
VII - expedir notificações ;
VIII - requisitar certidões de nascimento e de óbito de criança ou
adolescente quando necessário;
IX - assessorar o Poder Executivo local na elaboração da proposta orçamentária
para planos e programas de atendimento dos direitos da criança e do
adolescente;
X - representar, em nome da pessoa e da família, contra a violação dos direitos
previstos no art. 220, § 3º, inciso II da Constituição Federal;
XI - representar ao Ministério Público para efeito das ações de perda ou suspensão
do poder familiar, após esgotadas as possibilidades de manutenção da criança ou
do adolescente junto à família natural.
Parágrafo único. Se, no exercício de suas atribuições, o Conselho Tutelar
entender necessário o afastamento do convívio familiar, comunicará incontinenti o
fato ao Ministério Público, prestando-lhe informações sobre os motivos de tal
entendimento e as providências tomadas para a orientação, o apoio e a promoção
social da família.  


Espero que tenha tirado algumas dúvidas, no próximo artigo vou está explicando cada umas dessas atribuições.
Um abraço,

Clébio Lemos 

Conselheiro Tutelar                                                                                                                                                                                      



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Itapetinga e a segurança

O Conselho Tutelar de Itapetinga participou hoje de uma reunião para tratar de assuntos de interesse da nossa comunidade, o CT foi convidado pelo competente delegado o Dr. Irineu de Andrade, esteve presente na reunião o Sr. Vanderlei (representando a Guarda Municipal), o Tenente Melo (representando a Polícia Militar), Clébio Lemos (representando o Conselho Tutelar) e Junior (representando a Comutran), também estava presente o Dr. Marcos Venicios de Morais (delegado de polícia).
Os assuntos abordados foram:
·         O transito de nossa cidade;
·         O combate a pirataria;
·         Blitz
Em Itapetinga tem crescido o numero de ocorrências de transgressão a Lei, essa cidade não é mais aquela pequena Itapetinga de 15 (quinze) anos atrás, onde as pessoas andavam livremente pelas ruas  sem se preocuparem em ser assaltadas, hoje em nosso país tem crescido o número de pessoas que tem se entregado ao mundo do crime, mais existem pessoas que se preocupa com a segurança da nossa comunidade, foi discutido assuntos que nos  fez  entender o nosso papel como cidadãos que são detentores de direitos mais que também tem deveres, em parceria com esses órgãos a polícia de Itapetinga vai estar fazendo Blitz, vai esta combatendo a pirataria e vai está fazendo com que a Lei de transito venha ser obedecida em nosso município.
O conselho Tutelar já está fazendo parte dessa parceria, pois sabemos que quando acontece as Blitz em bares ou em locais suspeitos, muitos adolescentes são apreendido e é necessário que o Conselho Tutelar venha ser acionado para que o direito a proteção possa ser garantido a esses adolescentes.
Os delegados Dr. Irineu Andrade e Marcos Venicios de Morais estão de parabéns pela iniciativa, Itapetinga agradece.

Clébio Lemos                                                                                                                                                 

Desenvolvimento Infantil



As fichas reproduzidas aqui fazem parte de um manual publicado pela organização sueca Save the Children, que explica aos pais como educar seus filhos usando técnicas de disciplina positiva. O autor deste manual, Joan E. Durrant, mostra que é possível educar as crianças sem recorrer ao castigo físico, de maneira eficaz e duradoura.

Depressão pós-parto
A chegada de um novo bebê provoca grandes transformações na vida da mãe. Algumas vezes, as mães sentem saudades do tempo em que não tinham um bebê, podendo comer, dormir e sair quando quisessem. Novas mães podem se sentir completamente sobrecarregadas com os cuidados dedicados ao bebê.
Além das mudanças de estilo de vida que a chegada do bebê acarreta, as mães passam por grandes transformações físicas. Seus hormônios flutuam para acelerar a recuperação do corpo após o parto e para criar leite para o recém-nascido.
Mesmo amando seus bebês, as mães podem desenvolver depressão depois do nascimento de seus filhos em razão da combinação de mudanças físicas e de estilo de vida pela qual estão passando. Tal depressão não é incomum. Ela não significa que a mulher é uma péssima mãe ou uma má pessoa. Trata-se simplesmente de uma reação às grandes transformações pelas quais ela está passando.
Se você anda chorando demais, sentindo-se “pra baixo”, sem energia ou sem ligação emocional com o seu bebê, deve falar com o seu médico ou uma enfermeira imediatamente. Você precisa de apoio, pessoas com quem conversar e tempo para si mesma. Ler sobre depressão pós-parto e entrar em contato com outras mães também pode ajudar.
Em alguns casos, esse tipo de depressão pode tornar-se bastante grave. Se você sente indiferença por seu bebê ou pensa em machucá-lo, diga ao seu médico o mais rápido possível. A depressão pós-parto pode ser tratada.

Choro de bebê
Os pais podem ficar muito cansados ao cuidar de seus bebês. Algumas vezes, eles podem ter vontade de sacudir ou bater o bebê quando ele não pára de chorar. Sacudir ou bater no seu bebê não acaba com o choro, mas pode:
Fazer com que ele tenha medo de você.
Machuca-lo, ferindo-o ou quebrando ossos.
Prejudicar seu cérebro.
Matá-lo.
Os corpinhos e os cérebros de bebês são extremamente frágeis. Nunca sacuda ou machuque um bebê. Se o seu filho não pára de chorar, ele precisa saber que você está presente. Ele precisa ser confortado e apoiado. Não é possível mimar um bebê. Mas você nem sempre será capaz de acalmar seu bebê. Se você acha que está muito cansado e estressado, peça ajuda à sua família, amigos, médico ou outros recursos na sua comunidade.

Mudanças de humor nos pais
Suas variações de humor influenciam tanto o comportamento de seu filho quanto sua própria reação a este comportamento. Se você está cansado, estressado, preocupado ou bravo com algo, terá mais chances de agir com agressividade em relação a seus filhos. É muito comum que os pais se peguem descontando suas frustrações nas crianças.
  • Quando as variações de humor dos pais são imprevisíveis, as crianças podem tornar-se inseguras e ansiosas.
  • Quando os pais ignoram um comportamento em determinado dia, mas demonstram irritação com o mesmo comportamento em outro dia, seus filhos ficam confusos.
  • Quando os pais brigam com as crianças porque estão preocupados com outras questões, seus filhos ficam ressentidos por não estarem sendo tratados com justiça.
  • Quando os pais estão sempre nervosos e de mau-humor, as crianças sentem medo.
O humor dos pais afeta o comportamento das crianças. É importante que os pais tenham consciência de suas próprias variações de humor. Eles devem evitar descontar seu mau-humor em suas crianças.
É importante que os pais durmam bem e comam alimentos nutritivos para que tenham energia o suficiente para encarar todas as tensões da vida quotidiana. Se você costuma irritar-se com facilidade, estando frequentemente triste, preocupado ou estressado, deve falar com o seu médico, uma enfermeira ou um bom amigo ou familiar. É importante que você resolva seus problemas de maneira construtiva, sem prejudicar suas crianças.

Uma casa segura para crianças
Crianças pequenas precisam explorar. É dessa forma que aprendem. A exploração dos espaços é absolutamente essencial ao desenvolvimento do cérebro infantil.
Os pais precisam manter seus filhos em segurança.
A melhor maneira de resolver esse problema é certificando-se de que sua casa é segura.
Engatinhe pela casa e observe-a do ponto de vista do seu filho.
  • Onde estão os perigos – objetos pontiagudos, venenos, objetos quebráveis? Coloque-os todos em lugares altos ou armários trancados.
  • Cubra as tomadas.
  • Tranque facas e ferramentas.
  • Esconda medicamentos.
  • Vire as alças das panelas para o lado de dentro do fogão.
  • Certifique-se de que objetos pesados não podem ser puxados ou empurrados.
  • Certifique-se de que sua casa é segura para ser explorada.

Como controlar a raiva dos pais
Há muitos momentos na vida de um bebê em que você poderá sentir frustração ou medo. Muitas vezes, esses sentimentos podem gerar raiva. Sentimo-nos irritados quando acreditamos que nossas crianças estão comportando-se intencionalmente mal. Se pensarmos que nossos filhos são capazes de controlar seu comportamento para deixar-nos bravos, ficaremos bravos.
No entanto, bebês não entendem nossos sentimentos. Eles não sabem a razão de nossa irritação. Eles estão tentando entender tudo isso e têm medo de nossa raiva. Não é a reação que eles procuram.
Durante os primeiros anos da infância de seu filho, paciência é extremamente importante. Eles aprendem conosco como agir quando sentirem-se irritados. É necessário muito autocontrole da parte dos pais para dominar a raiva e responder com disciplina positiva. Respirar fundo pode ajudar, bem como caminhar um pouco ou sair do cômodo até sentir-se mais calmo. O aprendizado infantil é gradual. Levará tempo até que as crianças entendam tudo que ensinamos. Mas a compreensão de seu filho é a chave para a obtenção de seus objetivos de longo prazo. *
Dicas para controlar sua raiva:
1. Conte até 10 antes de dizer ou fazer qualquer coisa. Se você ainda estiver com raiva, afaste-se e conceda-se um pouco de tempo, até que fique mais calmo.
2. Relaxe seus ombros, respire fundo e repita uma frase como “acalme-se” ou “devagar”.
3. Coloque suas mãos atrás das costas e diga a si mesmo que deve esperar. Não fale nada antes de acalmar-se.
4. Ande um pouco e pense na situação. Pergunte-se por que seu filho age desta maneira. Coloque-se no lugar da criança. Planeje uma reação que respeite o ponto de vista de seu filho e que também mostre para ele as razões de sua irritação.
5. Vá a algum lugar calmo e revise os passos da disciplina positiva. Volte para junto da criança apenas quando houver planejado uma resposta que respeite os objetivos de longo prazo para sua educação, que lhe dê carinho e referências claras, e que reconheça a forma de pensar e sentir de seu filho.
6. Lembre-se de que esta situação é uma oportunidade de ensinar ao seu filho como acabar com conflitos através da comunicação e da resolução de problemas.
A raiva é sinal de que você e seu filho não entendem o ponto de vista um do outro. Ela mostra que a comunicação precisa ser restaurada. Não deixe que a raiva faça com que você diga coisas más, rebaixe seu filho, ou machuque-o. Não guarde rancores ou tente ficar quites com a criança.
Lembre-se de que o aprendizado mais importante acontece nas situações mais difíceis. Agarre cada oportunidade de agir como a pessoa que você deseja que seu filho se torne.
* Segundo o autor, o primeiro passo para a aplicação da disciplina positiva é a definição de objetivos de longo prazo para a educação dos filhos. Objetivos de longo prazo são as metas que os pais desejam atingir quando seus filhos estiverem grandes – e normalmente envolvem o cultivo de um bom caráter, ético, pacífico e amoroso. Objetivos de longo prazo podem entrar em conflito com objetivos de curto prazo, que correspondem àquilo que os pais desejam que seus filhos façam imediatamente. No entanto, o autor explica que pensar nas metas mais distantes é a forma mais inteligente de conduzir a educação das crianças no dia-a-dia.

O negativismo infantil
É completamente normal que crianças pequenas se recusem a fazer aquilo que você pede. Elas não agem assim para irritá-lo ou desafia-lo. Elas agem desta forma porque descobrem que são indivíduos e querem experimentar sua habilidade de tomar decisões.
Algumas vezes você explicará coisas a seus filhos, mas ainda assim eles não farão o que você pede. Isso ocorre porque eles querem tomar suas próprias decisões. Nesse momento, pode ser útil oferecer escolhas às crianças para que elas exerçam sua capacidade de tomada de decisões. “Você prefere usar seu casaco verde ou seu casaco amarelo?”, “Você quer andar ou ser levado nos braços?”. Uma vez que a criança escolhe uma destas opções, seu objetivo de curto-prazo é cumprido*.
Assegure-se de que as escolhas que você oferece são escolhas que você pode aceitar. Se você precisa ir a algum lugar, não pergunte se a criança “prefere sair ou ficar em casa”. Se ela escolher permanecer em casa, mas você precisar sair, a criança sentirá que a opção que ela escolhe não tem importância e que você não está sendo sincero quando a oferece.
Além disso, uma ameaça não é uma escolha. “Ou você coloca seu casaco ou eu baterei em você”, “Ou você sai de casa sozinho ou eu nunca mais o levarei comigo”. Isso não é uma escolha, e sim uma ameaça. Ameaças amedrontam seus filhos. Eles também criam uma armadilha para os pais. Se o seu filho não quiser colocar o casaco, você sentirá que deve cumprir com sua ameaça, o que fará com que a situação fique pior.
*O autor fala de objetivos de curto prazo para designar aquilo que os pais desejam que as crianças façam de forma imediata. Objetivos de curto prazo podem ser atingidos respeitando os objetivos de longo prazo, que dizem respeito às metas que os pais desejam atingir através da educação dos filhos uma vez que estes estiverem grandes. Eventuais conflitos entre objetivos de curto e de longo prazo podem aparecer, e é importante desenvolver estratégias para lidar com eles sem desrespeitar a criança.

Os medos das crianças
É muito difícil convencer crianças pequenas de que as coisas que elas temem não são reais. Elas ainda não entendem a diferença entre realidade e imaginação. Algumas vezes, o melhor a fazer é checar embaixo da cama de seu filho ou dentro do armário para mostrar que não há nada ali. Depois ofereça conforto e companhia para que ele relaxe e adormeça sabendo que está seguro.
Lembre-se de que a maioria de nós não gosta de ficar sozinho no escuro. O medo é uma reação natural do ser humano quando está sentindo-se vulnerável. Por vezes, a imaginação dos adultos também é capaz de voar alto quando eles estão sozinhos no escuro. Se tivermos consciência de nossos próprios medos, poderemos entender os medos de nossos filhos com muito mais facilidade.
Em algumas culturas, as crianças dormem com seus pais. Nessas culturas, é mais fácil ajudar os pequenos para que tenham um sentimento de segurança e proteção durante a noite.
Em outras culturas, a prática de pais e filhos dormirem juntos não é comum. Nessas culturas, os pais devem fazer um esforço extra para assegurar-se de que seus filhos sentem-se seguros e protegidos.

Como lidar com ataques e escândalos
Os pais podem ficar irritados quando seus filhos dão ataques e fazem manha, porque sentem vergonha ou porque acreditam que devem ser capazes de controlar o comportamento das crianças.
Lembre-se de que o seu relacionamento com o seu filho é muito mais importante do que aquilo que os outros podem estar pensando. Se o seu filho der um ataque em público, concentre-se nos seus objetivos de longo prazo* e em dar carinho e referências claras de educação à criança. Tente não ficar muito preocupado com o que outras pessoas pensam.
Além disso, lembre-se de que tentar controlar um escândalo é como tentar controlar uma tempestade. Não é possível. Crianças dão ataques deste tipo porque não entendem a razão de estarmos negando-lhes algo, e porque elas não sabem muito bem como lidar com a frustração. Dar ataque é a forma encontrada por seu filho para dizer que ele está muito, muito frustrado. Se você gritar ou bater nele neste momento, ele apenas ficará ainda mais frustrado. Ele também sentirá medo e acreditará haver sido incompreendido.
A melhor coisa a fazer é esperar. Fique perto para que a criança sinta-se segura enquanto é tomada pela tempestade. Algumas vezes, segurar seu filho com carinho pode ajudar a acalmá-lo.
Quando o escândalo houver acabado, sente-se com seu filho e converse sobre o que aconteceu. Aproveite a oportunidade para ensiná-lo o que são sentimentos, quão fortes eles podem se tornar e quais são os seus nomes. Você também pode explicar o porquê de ter dito “não” e que você entende sua frustração. Diga-lhe o que você faz para acalmar-se quando está frustrado. E certifique-se de haver dito que você o ama, não importa se ele está feliz, triste ou bravo. Depois, passe para outra.
* Segundo o autor, o primeiro passo para a aplicação da disciplina positiva é a definição de objetivos de longo prazo para a educação dos filhos. Objetivos de longo prazo são as metas que os pais desejam atingir quando seus filhos estiverem grandes – e normalmente envolvem o cultivo de um bom caráter, ético, pacífico e amoroso. Objetivos de longo prazo podem entrar em conflito com objetivos de curto prazo, que correspondem àquilo que os pais desejam que seus filhos façam imediatamente. No entanto, o autor explica que pensar nas metas mais distantes é a forma mais inteligente de conduzir a educação das crianças no dia-a-dia.
Tapas e palmadas
Alguns pais acreditam que dar tapas na mão, palmadas no bumbum ou bater na criança com uma vara pode ensinar importantes lições. Na verdade, o castigo físico ensina à criança que:
  • É batendo que comunicamos coisas importantes.
  • Bater é uma resposta aceitável para a raiva.
  • As pessoas das quais elas dependem para sua proteção irão machucá-las.
  • Eles devem ter medo de seus pais, ao invés de confiar neles para que ajudem e ensinem.
  • Suas casas não são seguras para exploração.
É necessário que pensemos sobre o que queremos ensinar a nossos filhos no longo prazo. Se quisermos ensiná-los a serem pacíficos, precisamos mostrá-los como ser pacíficos. Se quisermos ensiná-los como permanecer em segurança, devemos explicar e mostrar a eles como fazê-lo.
Pense no efeito que ser punido fisicamente tem sobre adultos. Quando alguém nos bate, sentimo-nos humilhados. Não temos motivação para agradar a pessoa que nos bateu, sentimos ressentimento e medo. Podemos inclusive ter desejo de vingança.
Bater em seu filho prejudica seu relacionamento com ele, e não lhe dá a informação necessária para que tome decisões. Além disso, bater não aumenta o respeito de seu filho por você.

Desaprovação e críticas
Algumas vezes, os pais tentam corrigir seus filhos dizendo-lhes que são maus, desastrados, imaturos ou incompetentes. Quando as crianças ouvem tais críticas, sentem-se rejeitadas e fracassadas.
Se elas se virem como más, terão mais propensão a adotar comportamentos maus.
Se elas se virem como incompetentes, terão menos propensão a dominar novas habilidades.
Crianças são aprendizes. Elas dependem de nós para construir seu saber e habilidade. Elas precisam de nosso apoio. Crianças com boa auto-estima têm mais sucesso porque se dispõem a tentar. São mais felizes porque têm mais certeza de sua capacidade de lidar com o fracasso. E têm relacionamentos melhores com seus pais porque sabem que suas famílias acreditam nelas.
Pais e mães podem fazer muitas coisas para construir uma boa auto-estima para seus filhos. Eles podem:
  • Reconhecer os esforços dos filhos, mesmo que eles não sejam perfeitos.
  • Apreciar a vontade de ajudar das crianças.
  • Apoiar seus filhos quando falham e encorajá-los a continuar tentando.
  • Dizer a suas crianças todas as coisas que as tornam especiais.
Nós somos todos movidos pelo encorajamento. Trocar as críticas pelo encorajamento pode ter efeitos poderosos em seu filho.

Explosões de raiva em pré-adolescentes
Um dos maiores desafios da infância é aprender como lidar com emoções e expressá-las corretamente. Essa é uma tarefa difícil porque as emoções podem impedir que pensemos com clareza. Emoções podem fazer com que tenhamos reações impulsivas, dizendo coisas que normalmente não diríamos ou fazendo coisas que normalmente não faríamos.
Para que uma criança entenda emoções e possa usá-las e expressá-las da maneira certa é preciso superar grandes desafios. Certas emoções podem fazer com que as crianças sintam-se sobrecarregadas. Se elas costumam dar ataques de fúria quando pequenas, também podem ter explosões de raiva quando maiores. Ou podem ficar silenciosas, incapazes, com medo de expressar seus sentimentos.
Nessas ocasiões, elas precisam sentir que são amadas e que estão seguras. Não é possível ter uma conversa calma com seu filho quando ele está muito irritado. A melhor coisa a fazer é sentar-se por perto, deixando que seu filho saiba através de sua maneira de agir que você estará presente caso ele precise.
Uma vez que a tempestade houver acabado, você pode falar sobre o problema e, permanecendo calmo, mostrar ao seu filho como expressar sentimentos da maneira correta. Você também pode indicar formas de resolver a questão que causou a explosão de raiva.
Lembre-se: estes ataques de fúria passam. E cada um deles lhe oferece a oportunidade de ser um exemplo para seu filho.
Fonte: DURRANT, Joan E., Positive discipline: what it is and how to do it, Save the Children Sweden e Global Initiative to End All Corporal Punishment of Children, 2007.
Não bata, eduque.

Conselho Tutelara de Itapetinga

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O Conselho Tutelar de Itapetinga estará em Bandeira

O conselho Tutelar de Itapetinga fará atendimento em Bandeira do Colônia dia 03/12/2010, apartir das 08:00h ás 12:00h. O atendimento será na sede da administração. Qualquer dúvida ligue para o Conselho Tutelar (77) 3261-8335. Atenderemos 2 (duas) sexta-feiras de cada mês e brevemente atenderemos  das 08:00h as 12:00 e das 14:00 as 17:00h.

Conselho Tutelar de Itapetinga

Conselho em reunião

O Colegiado do Conselho Tutelar se reuniu nesta Segunda-feira dia 29/11/2010, para tratar de assuntos referente a crianças e adolescentes, projetos estão sendo elaborados para envolver todos que tem o dever de zelar pelos direitos das Criança e dos Adolescentes. Breve será divulgado neste blog.

Denuncia de violência contra a criança ou adolescente ligue 197 policia civil ou ligue para o Conselho Tutelar (77) 3261-8535.

Conselho Tutelar de Itapetinga

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Negligência

Foto de arquivo pessoal do Dr. Lauro Monteiro

Negligência

Ato de omissão do responsável pela criança ou adolescente em prover as necessidades básicas para o seu desenvolvimento.

Negligência com crianças é maltrato e deve ser punida.

Os números relativos às denúncias de maus-tratos contra crianças no Brasil mostram que a negligência da família com suas crianças está em primeiro lugar. Seguem-se os maus-tratos físicos, a seguir, o abuso sexual e por fim os maus-tratos psicológicos. Também entre as freqüentes denúncias de maus-tratos que chegam por e-mail ao Observatório da Infância, a negligência está em primeiro lugar. A participação dos vizinhos ou membros da família nas denúncias é o fator que mais influencia essa classificação.
Raramente alguém denuncia os maus-tratos psicológicos, talvez os mais freqüentes e que tantos dados causam à criança. O abuso sexual ocorre entre quatro paredes e o conhecido muro do silêncio impede que haja a denúncia e que as crianças sejam protegidas.
Os maus-tratos físicos, que em algumas pesquisas encontram-se em primeiro lugar, geralmente deixam marcas evidentes, ao contrário do abuso sexual e do maltrato psicológico, mas a indiferença dos vizinhos e seguramente da escola, dificultam a denúncia e muitas vezes as crianças chegam aos hospitais com lesões graves e cicatrizes antigas de violências há muito praticadas. Algumas chegam mortas.
Os casos de negligência da família nos cuidados indispensáveis com suas crianças é o mais percebido e o mais denunciados: crianças abandonada ou semi-abandonadas em casa, sujas, sem nenhum cuidado higiênico, que não vão à escola, que ficam doentes e não são tratadas, que não recebem a vacinação básica obrigatória, que são levadas às ruas para serem exploradas pelos pais, crianças que sofrem "acidentes", que são na realidade formas evidentes de negligência. Muitas vezes a negligência é do próprio Estado, que não cumpre o seu dever de proteger as crianças e punir os agressores. Enfim, é enorme a lista dos atos de negligência praticados pelos próprios pais ou pelos governos.
Talvez umas das situações de negligência dos pais com conseqüências mais graves para as crianças seja o abandono de crianças sozinhas em casa. Tudo pode ocorrer: "acidentes" graves, raptos, fugas, abusos sexuais. E, às vezes, o que ocorre é o pior. No Serviço de Pediatria do Hospital Municipal Souza Aguiar, no Rio de Janeiro, onde trabalhei 35 anos, muitas crianças morreram ou tiveram alta com graves seqüelas físicas e emocionais em razão de queimaduras extensas e profundas causadas por incêndio nas casas onde moravam. Estavam sozinhas.
O jornais de hoje noticiam que na cidade de Nepomuceno/MG, ocorreu uma tragédia que é relativamente freqüente. A mãe deixou os quatro filhos, com idade entre 2 e 9 anos, sozinhos em casa, com uma vela acesa, o que causou um incêndio na casa. As crianças menores tiveram queimaduras graves de segundo e terceiro graus. A de 9 anos conseguiu se defender e foi menos atingida. A mãe deixou os filhos em casa para ir a um rodeio. Infelizmente, apesar de não ter sido a primeira vez que essas crianças foram abandonadas em casa, essa mãe não foi punida e tampouco perdeu a guarda dos filhos, apesar de três vezes detida, e as crianças não foram protegidas.
Nesse caso, como tudo indica, além da negligência da mãe, também o Estado se omitiu e negligenciou.

Lauro Monteiro                     Observatório da Infância 
Editor

Conselho Tutelar de Itapetinga

domingo, 28 de novembro de 2010

Participação Infântil

Envolve encorajar, estimular e permitir que as crianças expressem suas opiniões sobre os assuntos que lhe afetem. Na prática, significa que os adultos devem escutar as crianças e, mais do que isso, considerar as suas opiniões. Engajar as crianças no diálogo e troca permite que elas aprendam formas construtivas de influenciar o mundo ao redor delas. A participação deve ser autêntica e significativa e deve começar com as próprias crianças e adolescentes, com suas expressões, forma de pensar, sonhos, idéias, esperanças... Isto requer, na maioria das vezes, uma mudança radical no comportamento e modo de pensar dos adultos.
Participação infantil é importante porque:
  • Pode contribuir para sua formação e para o desenvolvimento de valores, atitudes, habilidades e capacidades para o exercício da cidadania e para a atuação social desde a infância.
  • É uma forma concreta de se reconhecer os direitos da criança, sua condição de sujeito social.
  • Contribui para o processo de socialização da criança.
  • Facilita a convivência entre pais e filhos na família, assim como a execução dos projetos e programas sociais que trabalham para e/ou com crianças.
  • Garante o reconhecimento social das crianças e adolescentes e promove o desenvolvimento da sua consciência coletiva como grupo social.
Promover a participação infantil encontra obstáculos e desafios porque:
  • Há difundida na sociedade uma visão de infância que enxerga a criança como um objeto, propriedade dos pais, que recebe de forma passiva, como um receptáculo vazio, os conhecimentos passados pelos adultos.
  • As relações entre adultos e crianças tendem a ser assimétricas e autoritárias (adulto X criança).
  • Há ausência de políticas públicas que facilitem a participação de crianças, especialmente nas esferas de decisão (dentro da família, da escola, da comunidade, etc), bem como o limitado apoio governamental às iniciativas de crianças e adolescentes.
  • Inexistência de canais de participação nas estruturas e espaços de socialização em que as crianças atuam.
  • Adotam-se enfoques e estratégias metodológicas equivocadas/inadequadas de programas e projetos que não favorecem a participação das crianças e adolescentes.
  • Faltam recursos humanos capacitados para encorajar processos participativos.
Vantagens da participação infantil para a criança:
  • Há difundida na sociedade uma visão de infância que enxerga a criança como um objeto, propriedade dos pais, que recebe de forma passiva, como um receptáculo vazio, os conhecimentos passados pelos adultos.
  • Ajuda o desenvolvimento de melhores níveis de auto-estima, segurança, autonomia, domínio de habilidades sociais
  • Promove o desenvolvimento de capacidades de expressão de sentimentos e idéias.
  • Melhora a capacidade de inter-relação pessoal, o diálogo com o adulto, o tratamento de conflitos, a elaboração de propostas, a percepção da sua realidade e senso crítico.
  • Contribui para reforçar a integração social das crianças.
  • Reforça os valores de solidariedade e democracia.
  • Desenvolve habilidades para assumir responsabilidades.
  • As crianças e os adolescentes obtêm maior conhecimento sobre seus direitos.
Vantagens da participação infantil para a família:
  • Possibilita a construção de canais de diálogos fortalecendo a relação entre pais e filhos.
  • Promove uma maior confiança e respeito entre pais e filhos.
  • Possibilita que os pais conheçam mais sobre como seus filhos se sentem e pensam.
  • Promove o estabelecimento de regras de convivência junto com os filhos.
  • Possibilita o maior cumprimento das regras de convivência em casa e fora dela.
  • Promove um ambiente familiar mais eqüitativo entre todos os seus membros.
Vantagens da participação infantil para a sociedade:
  • Promove relações mais eqüitativas entre adultos e crianças
  • Influem nas visões dos adultos e das próprias crianças.
  • Cria condições para uma presença maior das crianças e dos adolescentes nas organizações e instituições comunitárias.
  • Gera maior apoio governamental às iniciativas das crianças eadolescentes.
  • Forma as crianças para o exercício de sua cidadania e liderança.
  • Contribui para o desenvolvimento de mecanismos que garantem que as crianças sejam ouvidas e que sua opinião seja levada em consideração.

    Não Bata, eduque

    Conselho Tutelar de Itapetinga

sábado, 27 de novembro de 2010

Dicas de educação

O que fazer quando os conflitos familiares se convertem numa constante e explodem por qualquer motivo? Como assumir e expressar raiva, medo, frustração ou tristeza, sem ter a impressão de colocar em risco o amor e a confiança? Como formar e educar as crianças sem recorrer ao castigo físico?

Estratégias de educação positiva são aquelas formas educativas que não utilizam a violência física e psicológica e que promovem o desenvolvimento físico, emocional e social dos filhos de forma saudável e participativa.

Educar não é nada fácil. Depois de um dia inteiro de problemas, mães e pais chegam em casa e precisam cuidar dos filhos. E as crianças querem atenção, nem sempre obedecem logo, pedem tudo. É muita pressão.
Nessa hora a palmada ou um tapinha de leve parecem uma boa idéia. Sem que a criança entenda direito, os mesmos pais que dão comida e beijinho de boa noite, de vez em quando aparecem com o chinelo na mão. Para não apanhar, as crianças passam a preferir a distância e o silêncio. Mentem para evitar brigas, escondem seus erros. Aos poucos, quase nada se resolve sem gritos ou ameaças. E o resultado disso é que as crianças, ao invés de respeitar os pais, ficam com medo deles.
Muitos pais apelam para a violência porque é comum acreditar que é a melhor forma de manter a autoridade e de proteger os filhos. Antigamente se achava que castigos físicos e humilhantes faziam parte da educação. Hoje, se sabe que não é bem assim. Existem formas carinhosas de educar que dão resultado. Reunimos aqui algumas dicas de educação que você pode aliar a estratégias específicas de educação positiva, para garantir ao seu filho um desenvolvimento pacífico, feliz e livre de violência.

1Se acalme. Respire fundo antes de chamar a atenção do(a) seu(ua) filho(a). Evite discutir os problemas sob o efeito da raiva, pois dizemos coisas inadequadas para a aprendizagem das crianças, que as magoam tanto quanto nos magoariam se fossem dirigidas a nós!

 2. Sempre tente conversar com as crianças, mantendo abertos os canais de comunicação.
Entender porque algo está acontecendo ao conversar com a criança é o primeiro passo para juntos vocês encontrarem a solução!

 3. Mostre à criança o comportamento mais adequado dando o seu próprio exemplo.
 
Beber suco diretamente da garrafa irá ensiná-lo que esse é um comportamento adequado. Assim como falar mal das pessoas depois de encontrá-las. Seu filho aprenderá muito mais com o seu exemplo do que com o que você diz a ele sobre o que é certo ou errado.
 
Isso vale também para os pequenos atos de higiene do cotidiano: escovar os dentes, lavar as mãos antes de comer, etc. É mais fácil para a criança criar e manter essa rotina se você também a realiza.

4. Jamais recorra a tapas, insultos ou palavrões.
Como adultos não queremos ser tratados assim quando cometemos um erro... Então não devemos agir assim com nossos filhos! Devemos tratá-los da maneira respeitosa como esperamos ser tratados por nossos colegas, amigos ou pessoas da família, quando nos equivocamos. As crianças são seres humanos como nós!

5. Não deixe que a raiva ou o stress que acumulou por outras razões se manifestem nas discussões com seus filhos.
Seja justo e não espere que as crianças se responsabilizem por coisas que não lhes dizem respeito.

6. Converse sentado, somente com os envolvidos na discussão.
Isso contribui para uma melhor comunicação. Mantenha um tom de voz baixo e calmo, segure as mãos enquanto conversam - o contato físico afetuoso ajuda a gerar maior confiança entre pais e filhos e acalma as crianças.

7. Considere sempre as opiniões e idéias dos (as) seus (as) filhos(as).
Afinal muitas vezes suas explicações pelo ocorrido não são nem escutadas. Tome decisões junto com eles para resolver o problema, comprometendo-os com os resultados esperados. Se o acordo funcionar, dê parabéns. Se não funcionar, avaliem juntos o que aconteceu para melhorar da próxima vez.

8. Valorize e faça observações sobre os aspectos positivos do comportamento deles (as).
Elogios sobre bom comportamento nunca são demais! Cuidado para não atacar a integridade física ou emocional da criança fazendo com que ela sinta que jamais poderá atender suas expectativas!
Ela colocou a roupa suja no cesto de roupas? Elogie. Assim como o desenho que a criança fez, o fato dela ter conseguido colocar a calça sozinha, o fato dela contar uma história para você ou colocar algo no lugar que você pediu.

9. Busque expressar de forma clara quais são os comportamentos que não gosta e te aborrecem.
Explique o motivo de suas decisões e ajude-os a entendê-las e cumpri-las. As regras precisam ser claras e coerentes para que as crianças possam interiorizá-las!

10. "Prevenir é melhor que remediar, sempre”. Gerar espaços de diálogo com as crianças desde pequenos colabora para que dúvidas e problemas sejam solucionados antes do conflito. Integrá-las nas atividades do dia-a-dia evita que tentem chamar a atenção por outros meios.
Você precisa fazer compras e terá que levar com você seu filho pequeno. Você pode deixá-lo ajudar nas compras; conversar com ele sobre o que está comprando – peça-lhe para falar o que ele acha de um determinado produto; se for uma criança mais velha, ela pode ter maior mobilidade e ir pegar outros produtos enquanto você está em outro setor do supermercado.

11. Se sentir que errou e se arrependeu, peça desculpas às crianças. Elas aprendem mais com os exemplos que vivenciam do que com os nossos discursos!

12. Procure compreender a criança e saber o que esperar dela na fase desenvolvimento em que ela se encontra.
Uma criança de 1 ano e meio já consegue se alimentar sozinha e este é um comportamento que deveria ser estimulado pelos pais e/ ou cuidadores. Mas eles devem ter paciência e, ao invés de se irritarem com a “lambança” que a criança irá fazer, estimulá-la a se alimentar por conta própria. Colocar um plástico ou jornais embaixo da cadeira que a criança está comendo torna mais fácil limpar o local depois da refeição.

13. Deixe as conseqüências naturais do comportamento inadequado acontecerem ou aplique conseqüências lógicas.

Conseqüência natural: a criança está brincando de maneira violenta com seus brinquedos. Você a avisa que ele pode se quebrar, mas ela continua a brincar da mesma maneira até que ele finalmente se quebra. Logo em seguida ela pede para você comprar outro. Neste momento, você deve relembrá-la do aviso que lhe foi oferecido e negociar com ela esta nova compra.

Conseqüência lógica: a criança não cumpre com o que foi acordado com os pais sobre xingar os irmãos. Ela, então, ficará no “cantinho do castigo” o tempo adequado para a sua idade.
 
Importante: conseqüências são diferentes de punições. Estas últimas machucam as crianças, fisicamente e emocionalmente deixando-as com raiva, inseguras e tristes. As conseqüências ensinam. Essa estratégia, no entanto, não deve ser usada quando significar submeter a criança a situação de perigo.

NÃO BATA, EDUQUE.